Sempre subestimando a inteligência da população, ao difundir em seus sites de aluguel versões totalmente dissociadas da realidade, passadas as eleições, a Prefeitura de Porto Seguro resolveu inovar no último dia 31, ao publicar um decreto que, em tese – mas apenas em tese -  exonera todos os cargos de provimentos temporários, o que inclui até mesmo a demissão dos  secretários municipais, vez que estes ocupam cargos de livre nomeação sob a função de servidores municipais, os quais se encaixam no referido decreto.

Seria o mesmo que dizer que hoje não existem mais secretários, o que, sabe-se, não é verdade. Acredite quem quiser. Nem mentir esse pessoal sabe mais.

Mas o que mais chama a atenção na fake news oficial produzida para justificar as exonerações,  foi a desculpa esfarrapada usada pela Prefeitura para se livrar de seus assessores e secretários indesejados, ao alegar que o ato administrativo decorreu de mera exigência legal, o que não é verdade, considerando que não existe nenhuma  lei no Brasil que obrigue gestores, ainda mais os reeleitos, a decretarem demissão em massa  após seus primeiros quatro anos.

Muito pelo contrário. O que existem são diversas  recomendações no sentido de que os gestores não demitam, haja visto a necessidade de preservação e da continuidade  dos serviços considerados como essenciais.

IRRESPONSABILIDADE FISCAL

O que na verdade existe e sempre existiu, sim, é a velha e famosa Lei de Responsabilidade Fiscal, completamente ignorada pela atual administração,  que estabelece normas e limites para a gestão das finanças públicas. E como no caso de Porto Seguro a atual administração nunca deu a mínima para o Ministério Público, para o TCM  e muito menos para o ordenamento jurídico, seja na contratação de empréstimos, seja em relação à probidade administrativa, excedendo em muito os seus gastos, sem mais recursos para manter  os em torno de 1500 nomeados – número cinco vezes maior ao da  administração da ex-prefeita Cláudia Oliveira -  sendo a maioria, dizem,  assessores fantasmas.

Outra necessidade que determinou as demissões é a de acolher os novos assessores indicados pelos vereadores, método usado por gestores mal intencionados para tornar os edis reféns dos seus desejos políticos e administrativos, vez que a demissão de tais assessores cria um grande problema junto às bases do vereador. Se votar contra o prefeito, rua. E haja dor de cabeça para o vereador justificar as demissões junto às suas bases eleitorais!

Outro  objetivo maior da degola  e o próximo  passo será fazer com que todos os exonerados se humilhem e se ajoelhem  aos pés do prefeito, na esperança de serem novamente nomeados. De joelhos e bem pianinhos! Sem maiores exigências, é claro! Do jeitinho que os bobos da corte gostam!