De há muito tenho defendido, quase que contra tudo e contra todos, a inocência dos acusados nos casos dos professores. Ou seja, minha ardorosa defesa não é de hoje.
E acredito que já mostrei e provei por “a” mais “b”, pelo mínimo para aqueles que tem o mínimo conhecimento jurídico, que as acusações contra os acusados realmente não procedem. E, acreditem, até hoje não teve Ministério Público, Polícia Civil, APLB ou quem quer que seja nesta cidade e região que conseguisse me desmentir. Defendi em letras garrafais na capa do antigo Jornal Topa Tudo que tudo era uma farsa, tese que continuo defendendo.
Ou seja, tenho a mais absoluta e plena convicção de que tanto Edésio quanto os PMs Sandoval, Rodrigues e o falecido Caveirinha são totalmente inocentes neste caso, vitimas de um clamor popular que foi instigado minuciosamente junto à população, o que certamente mais uma vez irei provar e desmentir linha por linha do inquérito policial , na verdadeira história a ser narrada neste blog, a qual será transformada em livro a ser publicado provavelmente ainda em 2025, mas cujo conteúdo será compartilhado em etapas para nossos leitores. Muito menos o ex-prefeito Gilberto Abade teria tido qualquer envolvimento. O que aconteceu foi apenas uma lamentável fatalidade.
A grande diferença agora que é que mandei construir um outro blog dentro deste blog, onde poderei reunir num único espaço todos os documentos, vídeos e depoimentos que fazem cair por terra a falácia acusatória totalmente equivocada e insana promovida pela Polícia e pelo MP e que contou com apoio de uma imprensa irresponsável que não se preocupou sequer em questionar as acusacões, certamente esquecendo-se de casos como o da Escola Base, em São Paulo, ou da mãe que foi presa por supostamente misturar cocaína na mamadeira de uma bebe, cujos erros policiais destruiram vidas de pessoas inocentes. Até parece que tudo que o MP e Polícia falam pode sempre ser considerada uma verdade.
E digo e esclareço mais: se eu já tinha esta convicção antes de ser advogado, agora a tenho muito mais. Isso porque as acusações do MP simplesmente não procedem e não batem com a realidade, sendo simplesmente impossível que os acusados tenham sido os assassinos dos referidos professores, como sustentou o primeiro promotor do caso. O que aconteceu no local, ao que tudo indica, foi um assalto, com a reação de Alvaro e Elisney, e que acabaram sendo assassinados pelos assaltantes, comandados por um elemento conhecido como "Cristiano do Gesso", que teria assaltado o sítio do falecido coronel Belcorígenes, assim como comandou o assalto na casa do falecido ex-vereador Tica, nos mesmos moldes e em situaçoes semelhantes.
DESAFIO
Neste sentido, sobretudo em respeito à memória dos dois educadores e suas famílias, é com muito respeito e humildade que desafio, no bom sentido, novamente a APLB, os professores, promotores, juízes, delegados, agentes policiais, advogados e estudantes de direito a desmentirem os relatos, testemunhos e documentos que serão trazidos a público.
Acrescento mais: caso seja eventualmente desmentido, de forma evidentemente fundamentada, entregarei de livre e espontânea vontade minha carteira da OAB à Subseção local, para que a mesma seja cassada pela Ordem, sujeitando-me, ainda, aos rigores da lei, seja por tumulto processual, seja por difundir inverdades e leviandades junto à população, cujo compromisso público registrarei em cartório nos próximos dias. Exatamente tal qual fiz à época com o promotor Dioneles Santana, quando autorizei a quebra dos meus registros bancários, telefônicos, telemáticos e fiscais.
Trata-se do grande desafio da minha vida e não pretendo encerrar meus dias nessa cidade derrotado por inverdades e injustiças.
APENAS O QUE EU VI E VIVI. NADA MAIS...
Não, caro leitor, ninguém me contou nada, não ouvi o galo cantar sem saber onde ele cantava, como a grande maioria dos justiceiros imaginam ou o fazem até od dias atuais. Pelo contrário, eu fui pessoalmente a campo, revirei as acusações e o inquérito policial de frente para trás e de trás para frente, ouvindo pessoas, acessando documentos, gravando vídeos, comparando teses e até checando informações junto a criminosos perigosos, para poder desvendar essa que é uma das maiores injustiças já praticadas na história policial e da Justiça baiana.
Antes um culpado solto que um inocente preso, ensinou-me meu falecido pai, um juiz de direito que honrou a magistratura como poucos.
Por fim, quero reiterar que não sossegarei e não me darei por vencido até que a justiça seja restabelecida neste caso e que pessoas inocentes tenham suas vidas e suas dignidades restauradas pela verdade dos fatos. É o mínimo que posso fazer enquanto cristão e cidadão de bem. Que Deus me capacite a ser o mais honesto possível para com todos os envolvidos.